Uma pesquisa sobre riscos e hábitos online com 514 estudantes fluminenses de 10 a 17 anos, feita pela SaferNet Brasil, associação civil sem fins lucrativos que criou a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, apontou que:
• 64% vão para as Lan Houses acessar a internet;
• 34,13% ficam mais de 3 horas diárias navegando na web;
• suas atividades preferidas são acessar sites de relacionamento (74,12%) e os jogos (51,56%);
• segundo 47%, os pais não impõem limites para a navegação;
• 57,2% se consideram mais habilidosos com a web do que os pais;
• 48% dizem ter mais de 30 amigos virtuais (conhecidos apenas pela Internet);
• 35,31% deles já namoraram ao menos uma vez pela web;
• 16,5% dos alunos admitem já ter publicado fotos suas íntimas na internet;
• 29,77% dos participantes têm um amigo que já sofreu cyberbullying ao menos uma vez.
Os principais riscos incluem o aliciamento online, a difusão de imagens pornográficas de crianças ou jovens (muitas geradas pelas próprias vítimas) e o cyberbullying.
Segundo a pesquisa, o acesso à internet começa muito cedo (63,69% entre 10 e 13 anos e 26% entre 5 e 9 anos) e sem a orientação de pais e mestres (27,78% aprenderam sozinhos e 21,23% com amigos). Quase 30% nunca buscaram se aprofundar em segurança na internet e boa parte dos alunos deseja aprender isso na escola ou com os pais, mesmo que os adultos não sejam experts em Internet.
Para o psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da SaferNet Brasil, o mais importante na proteção online é desenvolver o senso de responsabilidade para crianças e adolescentes, já que as regras precisam estar na consciência dos alunos e não apenas nas máquinas. “O desenvolvimento de um diálogo aberto e permanente sobre os limites e os riscos, tanto com os pais quanto com os educadores, ainda é a melhor tecnologia para garantir a segurança dos pequenos internautas”, afirma Nejm.
A SaferNet Brasil oferece, desde 2006, o serviço de recebimento, processamento, encaminhamento e acompanhamento on-line de denúncias anônimas sobre crimes ou violação aos Direitos Humanos praticados por meio da Internet.
O serviço é operado em parceria com o MPF, o DPF e o Disque 100 do Governo Federal. Além do combate, a associação realiza ações educativas e campanhas de prevenção para efetivar a proteção dos Direitos Humanos online.
Saiba mais sobre este serviço clicando aqui.
Fonte: SaferNet Brasil