O Ministério da Educação (MEC) divulgou, na última quinta-feira (1º), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009. São dados que medem o aprendizado e a taxa de aprovação de mais de 2,6 milhões de estudantes de todo o País no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
Os resultados foram apresentados em Brasília pelo ministro da Educação Fernando Haddad e pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Joaquim Soares Neto.
Em uma escala de zero a dez, o País atingiu 4,6 pontos para os anos iniciais do Ensino Fundamental; 4,0 para os anos finais do Ensino Fundamental; e 3,6 para o Ensino Médio.
“Para diminuir esta diferença entre as séries iniciais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio, é preciso investir na formação e na valorização do professor”, apontou o presidente-executivo do Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos. “Nos anos finais da Educação Básica começa a haver uma diversificação das disciplinais e aí falta professor tanto em qualidade quanto em quantidade.”
Resultados
Os números foram superiores aos da última aferição, feita em 2007, e, de acordo com o MEC, o Brasil atingiu suas metas para 2009, tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio.
"Estamos distante do nosso objetivo, que é a nota 6 (em 2021), apesar de termos superado as metas estabelecidas. Não é hora de esmorecer. É hora de tentar acelerar o ritmo para conseguir as mudanças", afirmou Haddad. Segundo ele, o percurso até o objetivo se tornará mais difícil, à medida que o Ideb aumenta – ou seja, quanto melhor a nota, mais complicado é subir de patamar.
Na avaliação do ministro, o crescimento maior do Ideb nas séries iniciais do Ensino Fundamental, registrado pelo Brasil, já era previsto. "A melhora se dá por onda. Uma onda que vai se propagando ao longo dos ciclos. O Ideb consegue ter uma arrancada mais forte nos anos iniciais, e ela vai se propagando ao longo do tempo até o final da Educação Básica."
Além disso, segundo o presidente do Inep, os objetivos têm impacto direto na vida da comunidade escolar: "As metas mobilizam as escolas na direção de melhorar o indicador", disse Neto.
Ensino Fundamental – anos iniciais
Os anos iniciais do Ensino Fundamental foram os que registraram maior crescimento do Ideb. O índice subiu de 4,2 pontos em 2007 para 4,6 pontos em 2009. A meta para o último ano era de 4,2 pontos e já havia sido atingida pelo resultado anterior, quando o crescimento do indicador também foi de 0,4 ponto. Segundo os dados do MEC, o desempenho dos alunos na Prova Brasil teve maior contribuição para a evolução do Ideb do que a taxa de aprovação – 71,1% e 28,9%, respectivamente.
Ensino Fundamental – anos finais
Nos anos finais do Ensino Fundamental o crescimento do Ideb foi menos significativo: de 3,8 pontos em 2007 para 4,0 em 2009. Como nos anos iniciais, a meta para 2009, de 3,7 pontos, já havia sido superada, quando a média subiu 0, 3 ponto de 2005 para 2007, atingindo 3,8 pontos. Para os anos finais do Ensino Fundamental, o desempenho na Prova Brasil também foi mais decisivo para o crescimento do índice, responsável por 64% da melhora; o fluxo escolar representou 36% do aumento.
Ensino Médio
O Ensino Médio, etapa pior avaliada pelo Ideb, também foi a que registrou menor crescimento. O índice foi de 3,5 em 2007 para 3,6 em 2009, crescimento idêntico ao registrado na medição anterior. Mesmo assim, a meta prevista para 2009, 3,5 pontos, foi alcançada. Nessa etapa de ensino, a taxa de aprovação teve mais impacto do que no Ensino Fundamental: 42,1% da melhora do Ideb no Ensino Médio ocorreu devido ao fluxo.
O que é o Ideb?
Criado pelo Inep para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino, o Ideb é calculado com base no desempenho dos alunos na Prova Brasil e em taxas de aprovação.
O índice é medido a cada dois anos e o objetivo do MEC é que o País atinja 6 pontos em todos os níveis de ensino até 2021.
De acordo com o ministro, os dados das escolas e das redes de ensino serão publicados no Diário Oficial da União. "As informações serão publicadas para que eventuais equívocos possam ser corrigidos nos próximos 30 dias. Se alguém achar falha de informação e se o Inep, reconhecer inconsistência, ele publicará os indicadores corrigidos", pontuou.
Confira aqui a apresentação do Inep com as informações do País
Fonte: Todos pela Educação