Select the search type
 
  • Site
  • Web
Search

Notícias

 » Notícias - 2010

A infância não pode esperar

O trabalho infantil vem caindo em nosso país, como resultado da redução da pobreza, mas há desafios importantes a superar

A meta, fixada pela ONU, é um dos nossos compromissos do milênio: erradicação das piores formas de trabalho infantil até 2016. Durante a 2ª Conferência Global sobre o Trabalho Infantil, em Haia (Holanda), da qual participamos, relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelou a complexidade do desafio para todo o mundo.

O cenário mundial inspira muito cuidado: são 215 milhões de crianças, entre 5 e 17 anos, obrigadas a trabalhar, a maioria exercendo algum trabalho considerado "perigoso" ou com jornada extensa. A voz daqueles a quem se dirige nosso compromisso dá cor dramática às estatísticas, como o apelo do indiano Kinsu Kumar, 14, há seis livre do trabalho da rua, no encerramento do evento: "Vocês são aqueles que podem acabar com o trabalho infantil, porque têm dinheiro, têm as leis. A infância não pode esperar, vocês têm que agir rápido".

Ao mesmo tempo, temos chamas de esperanças que se acendem pelo mundo, e o Brasil faz parte dessa empreitada, pois o mesmo relatório indica que conseguiremos erradicar as piores formas de trabalho infantil na meta fixada. Como conseguir isso? Por meio da proteção social integrada, educação universalizada, assistência social, fortalecimento do mercado de trabalho para os adultos e garantia de renda básica.

O reconhecimento da atuação do governo brasileiro resultou no convite para que o Brasil sedie a próxima Conferência Global, em 2013. A proteção e o cuidado com as crianças e adolescentes são política de Estado no Brasil, sendo um dos pilares centrais de nossa Constituição.

A partir de 2003, o combate ao trabalho infantil é elevado à condição de meta presidencial. Essa decisão política se concretizou no Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil, de 2004, como resultado de intenso trabalho entre governo e sociedade civil.

Mas estamos seguros de que não vamos erradicar essa mazela pela atuação de um plano ou de seus defensores. É preciso incorporá-la de forma determinada, no cotidiano, como meta prioritária e compromisso ético e político dos Estados, municípios e Distrito Federal, da sociedade organizada, de empregadores, trabalhadores e das famílias.

Nesse sentido, temos enfrentado as duas graves consequências da nossa formação social e econômica ao longo da história, desde a colonização: a pobreza e a desigualdade social, responsabilizando o Estado como o provedor de políticas públicas garantidoras de direitos, de caráter universal, de qualidade e respeitando a diversidade étnica, racial e de gênero presente no território brasileiro.

O trabalho infantil vem caindo em nosso país, como resultado da redução da pobreza e da desigualdade e das ações específicas para seu enfrentamento. Contudo, ainda temos desafios importantes a superar, como o trabalho doméstico e rural, além da exploração sexual. É necessário reconhecer especificidades do país e desenvolver estratégias de gestão integradas para cada situação concreta.

É preciso ainda romper com a visão conservadora de que o trabalho infantil é possibilidade de aprendizado e ascensão social e continuar fomentando o pacto nacional em defesa dos direitos das crianças e da erradicação do trabalho infantil. Temos também de manter os olhos abertos ao nosso redor, pois esse combate é nosso, de todos os homens e mulheres do mundo. Tudo para que nosso novo tempo seja o tempo de crianças que tenham o direito de serem crianças. E que a voz do jovem Kumar não nos permita esquecer: temos pressa.

Márcia Lopes é ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Artigo publicado na Folha de São Paulo - 06 de julho

 

 


Leia todas as notícias do mês:

Redução de mortes de bebês é mais lenta

Seminário reflete os 20 anos do ECA

PL quer punir empresa que facilite exploração

Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças

BR é o 4° que mais divulga pedofilia na internet

Jovens internos poderão votar este ano

Em pauta: Direitos da Criança e do Adolescente

ONU declara apoio ao projeto que coíbe castigos

Operação contra pedofilia na internet em 9 Estados

Crianças em abrigos são 14 mil

Trabalho para adolescente em conflito com a Lei

Creche:Ampliação do acesso e melhoria da qualidade

Pediatria lança documento aos presidenciáveis

Plano paranaense de enfrentamento à violência

Com leitura crianças vão melhor na escola

ECA inspira livro infantil

MP cobra cadeirinha em van escolar

Votanaweb projeto de lei que proíbe castigos

Programa Um Computador por Aluno

Ideb mobilizou cidades para direito de aprender

Volta dos juizados especiais nos aeroportos

Disque 100: denúncias poderão ser feitas pela Web

CONANDA cobra de candidatos prioridade à infância

Projeto Guri oferece aulas gratuitas

Projeto ArteCulturAção inicia formação gratuita

Diminui número de eleitores entre 16 e 18 anos

Projeto Medida Justa visita centros de Goiânia

Tratamento de crianças com HIV

Seminário "Um Município para as Crianças"

Direito infanto-juvenil ganha espaço online

Bater para educar?

Nova Lei Autoral: Impactos para a educação

Estudo enumera os fatores de risco e de conduta

ECA 20 Anos: caminhos trilhados

Vitae Futurekids/Planeta Educação homenageia o ECA

Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil

ONG da Rede Nossas Crianças recebe brinquedos

Senado aprova PEC da Juventude

Congresso Brasileiro da Primeira Infância

Crianças "reféns" da internet

Seminário marca 20 anos do ECA

Publicidade sem dar proteção especial a crianças

Aumenta número de alunos em 20 anos do ECA

Experiências negativas na internet

Lula assina mensagem que proíbe castigos corporais

Mutirão tenta tirar criança de abrigos

ECA: um modelo de legislação

Prêmio Brasil Social 2010

Seminário Educando Crianças de 0 a 3 anos

Instituto EDP inicia seleção de projetos sociais

Concurso twitter ECA 20 anos

ECA: 20 anos de avanços e desafios

Festival Latino-Americano de Captação de Recursos

Projeto para coibir castigos corporais em crianças

O ECA e a Educação

Encontro Estadual dos Grupos de Apoio à Adoção

Trabalho infantil na mira do MPT

PL trata das medidas socioeducativas

ECA faz 20 anos sem contemplar novas tecnologias

MJ quer texto do ECA mais claro

IYF lança novo programa

Fundação Abrinq lança concurso no Twitter

Denúncias podem evitar a violência

A infância não pode esperar

Ideb 2009: 5,7% das escolas têm índice 6,0

Gincana marca 20 anos do ECA

MEC divulga resultados do Ideb 2009

Oficina de teatro gratuita para adolescentes em SP

OrkutYou TubeTwitterFacebookHabboFlickrFeedFeed a Child



Copyright © 2010 - Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do AdolescenteAv. Santo Amaro, 1386 - Vila Nova Conceição - CEP 04506-001 - São Paulo.SP - 55 11 3848.8799