Princípios Norteadores Organizacionais

Quanto ao atendimento à criança, iniciativas que:

1. Promovam um atendimento que possibilite a atenção integral à criança (direito à educação, à saúde física, mental e emocional), estimulando o seu pleno desenvolvimento.
2. Dêem à criança meios de se expressar, de ser ouvida e de ser parceira de seu processo educativo.
3. Desenvolvam ações para a promoção da cidadania da criança, como a identificação legal (registro civil), matrícula e permanência na educação básica, entre outras.
4. Estimulem práticas preventivas pré e pós-natais de detecção precoce de doenças (teste do pezinho, triagem auditiva, entre outros), contribuindo para um parto seguro e o melhor desenvolvimento físico e mental da criança.
5. Estimulem a amamentação, inclusive pelas mães trabalhadoras e mães detentas.
6. Promovam os cuidados necessários ao desenvolvimento emocional do bebê e à qualidade do vínculo mãe-cuidador(a)-bebê.
7. Concebam a desnutrição como conseqüência de diversas causas (infra-estrutura, renda das famílias etc.), propondo intervenções a elas relacionadas.
8. Tenham a diversidade como valor, promovendo a inclusão e a convivência construtiva de relações de respeito entre crianças, considerando diferenças de gênero, origem, etnia, religião, classe social etc.
9. Percebam a criança como agente transformador dos próprios hábitos e também dos da família.
10. Realizem ações de inclusão da criança com deficiência.
11. Realizem acolhimento institucional observando o caráter provisório e excepcional da medida, oferecendo atendimento personalizado à criança e promovendo sua inserção na comunidade.

Quanto à ação com a família da criança, iniciativas que:

1. Valorizem e apóiem a rede de proteção básica da criança, para além da visão nuclear de família - pai, mãe e filho(a).
2. Promovam ações socioeducacionais de apoio e orientação às famílias, tanto em relação à educação e ao cuidado integral das crianças como na melhoria de suas condições de vida.
3. Estimulem a participação masculina na educação da criança, valorizando a presença do pai ou de outros familiares.
4. Realizem acolhimento institucional observando o caráter provisório e excepcional da medida e promovendo, quando indicado, os vínculos com a família de origem.
5. Esgotadas as possibilidades de permanência na família de origem, estimulem a vivência da criança em outras formas de convivência familiar (família substituta, adoção, tutela etc.).
6. Invistam em ações estruturantes que representem melhoria da condição de vida da família com crianças pequenas: construção de cisternas, inclusão em programas oficiais de geração de emprego e renda, em programas para dependentes químicos, portadores de HIV etc.

Quanto à ação com a comunidade, iniciativas que:

1. Atuem na comunidade, visando estimular a efetiva participação de seus membros na iniciativa.
2. Incluam em sua proposta político-pedagógica o conhecimento e a valorização da comunidade, considerando aspectos históricos, culturais, ambientais, geográficos, étnico-raciais e de gênero.
3. Levem em conta as condições culturais e sociais da criança, suas famílias e sua comunidade, respeitando a diversidade.
4. Estimulem o brincar coletivo dentro da comunidade, promovendo ações lúdicas e criando espaços físicos a elas destinados.
5. Estimulem o cuidar coletivo na comunidade, promovendo a idéia de que as crianças são responsabilidade de todos os adultos.

Quanto à equipe profissional, iniciativas que:

1. Desenvolvam uma ação integrada multiprofissional.
2. Concebam a formação como um processo contínuo e como uma relação dinâmica entre o conhecimento do formador e a prática dos profissionais envolvidos.
3. Incluam no plano de formação a importância do brincar, as fases de desenvolvimento da criança, a atenção integral (saúde, higiene, meio ambiente etc.), e busquem integrar o cuidado e a educação das crianças em toda e qualquer atividade que realizem com elas.
4. Promovam formação para todos os profissionais que atuam no atendimento à criança, inclusive o pessoal de limpeza, da cozinha, da administração etc.
5. Proporcionem uma relação adequada entre a quantidade de crianças atendidas e de adultos responsáveis pelo serviço oferecido, garantindo a qualidade do atendimento.
6. Proporcionem formação com foco no atendimento e na inclusão da criança com deficiência.

Quanto à gestão, iniciativas que:

1. Apresentem estratégias de articulação com os atores sociais e o poder público envolvidos no seu tema de atuação.
2. Realizem planejamento e possuam metodologia e instrumentos de registro, monitoramento e avaliação do trabalho realizado.
3. Demonstrem resultados que possam ser analisados quantitativa e qualitativamente.
4. Apresentem custos coerentes e viáveis.
5. Planejem e assegurem a continuidade da ação.
6. Sejam avaliadas como passíveis de disseminação.

Princípios Norteadores Empresariais

Quanto ao atendimento à criança, iniciativas que:

1. Possuam política de investimento social privado.
2. Tornem pública sua política de investimento social junto aos stakeholders.
3. Realizem diagnósticos e identifiquem os principais problemas da comunidade.
4. Planejem a ação social e definam objetivos e metas (quantitativas e qualitativas).
5. Promovam avaliação de processo e de impacto da ação social realizada.
6. Promovam parcerias com outras empresas, organizações ou poder público em benefício da criança e do adolescente.
7. Participem de fóruns e/ou conselhos da comunidade em que está inserida ou realizando suas ações sociais.
8. Realizem investimento social de longo prazo nas ações realizadas.
9. Apóiem o CMDCA-Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
10. Realizem doações para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

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  • números

    60 iniciativas premiadas em 15 edições de Prêmio Criança.
  • Prêmio Criança 2008


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