O Biblioteca Viva é um programa desenvolvido desde 1995 pela Fundação Abrinq em parceria com o Citi. Trata-se de uma ação cultural que considera o livro um direito e a leitura fundamental para o exercício pleno da cidadania. O programa possibilita o acesso de crianças e adolescentes à leitura e a outras atividades culturais importantes para o seu processo formativo e desenvolvimento pessoal.
O programa surgiu da iniciativa de profissionais ligados às áreas de educação e literatura como uma proposta de formar leitores entre a população infanto-juvenil de famílias de baixa renda. No Brasil, são poucas as bibliotecas públicas e escolares, os livros não são objetos acessíveis a todos, seja por seu preço seja pelas escassas políticas públicas de leitura, e quase sempre eles são vistos somente como instrumento didático.
Para mudar este paradigma, o programa implementa bibliotecas em organizações sociais, escolas e hospitais públicos. E para torná-la 'viva', além de doar o acervo de livros infanto-juvenis, capacita os educadores e profissionais do local para ser mediadores de leitura das crianças e adolescentes.
O programa criou 280 Bibliotecas Vivas em várias cidades do País e possibilitou a mais de 69,3 mil crianças e adolescentes, de diferentes contextos de exclusão, acesso à leitura e à escrita. Também capacitou 516 educadores e formou 280 adolescentes do Colégio Equipe, em São Paulo, como mediadores de leitura que, semanalmente, contam histórias para crianças de organizações sociais com o intuito de promover o seu desenvolvimento. Além disso, doou computadores seminovos para instituições que receberam Bibliotecas Vivas, levando informática para crianças, jovens e educadores por meio da disponibilização de jogos educativos e textos nesses equipamentos; e, em parceria com o MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo, criou o Projeto Biblioteca Viva no Museu em que jovens de organizações sociais levavam a leitura para o espaço público. Todos os domingos eles realizavam mediação de leitura na marquise do museu no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Atualmente, o programa não está instalando Bibliotecas Vivas, mas está disponibilizando suas aprendizagens para quem quiser disseminar esta idéia.