Como surgiu o Projeto Mudando a História?
O Mudando a História foi criado pela Fundação Abrinq, baseado numa ação desenvolvida no âmbito do Programa Biblioteca Viva que capacitava adolescentes de vários bairros da grande São Paulo e também alunos de uma escola particular para serem mediadores de leitura em organizações sociais de atendimento.

Num feliz encontro de interesses, a Nokia fechou uma parceria global com a International Youth Foundation que resultou no programa Make a Connection, um amplo projeto que prevê iniciativas em vários países, com parcerias locais, com o objetivo justamente de incentivar o desenvolvimento do potencial de jovens e crianças e fazer com que tenham a oportunidade de atuar de maneira positiva na sociedade em que estão inseridos.

O Brasil era um dos seis primeiros países onde a Nokia e a International Youth Foundation vinham estudando a implementação do programa e a iniciativa desenvolvida antes no Biblioteca Viva se transformou no Mudando a História, atendendo os objetivos das três instituições parceiras - Fundação Abrinq, International Youth Foundation e Nokia.

O que é mediar leitura?
É ler a história, geralmente de livros de literatura infanto-juvenis, para crianças e adolescentes em situação de risco, de 2 a 14 anos, contribuindo para ampliar o acesso à leitura e ao livro de qualidade.

Qual a média anual de investimento no projeto?
A Nokia tem como política interna global não divulgar valores e investimentos locais. No entanto, podemos destacar que, apenas no primeiro ano de atividades do Make a Connection, a Nokia está investindo 3.2 milhões de euros no programa como um todo.

Qual a abrangência territorial do projeto?
São Paulo (SP), Manaus (AM), Parintins (AM), Mogi das Cruzes (SP), Ribeirão Preto (SP) e Santos (SP).


Quais são os resultados quantitativos do projeto?
54.550 crianças beneficiadas com as ações do projeto.

Quem pode participar do projeto?
Jovens, entre 13 e 25 anos, nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto e Manaus.


Quais são os critérios de seleção dos participantes?
A Fundação Abrinq seleciona os jovens em parceria com escolas públicas e particulares, instituições assistenciais e organizações comunitárias que trabalham diretamente com crianças e adolescentes.

É necessária alguma capacitação para participar do projeto? Como se dá esta formação?
Sim. Os adolescentes são capacitados para ser mediadores de leitura. A formação tem a duração de 40 horas, com posterior acompanhamento mensal das atividades do mediador e é realizada pela equipe técnica do projeto da Fundação Abrinq. A formação se baseia em dinâmicas e, durante este período, o jovem amplia seu conhecimento sobre os livros e a literatura infantil, discute e reflete sobre como trabalhar com crianças e adolescentes, como se organizar para o trabalho. Além de debater as diversas situações, os jovens realizam estágios práticos. Os locais de formação são, em geral, centrais, para facilitar o acesso e todos os participantes recebem, ainda, lanche e transporte.

A participação é voluntária?
Sim.

Como se dá esta participação?
Os jovens atuarão pelo menos duas horas semanais em creches, escolas de educação infantil, centros comunitários e organizações sociais de atendimento direto à criança e ao adolescente em suas comunidades ou em instituições parceiras da Fundação Abrinq.

Os jovens que participam deste projeto são acompanhados de alguma maneira? De que forma?
Mensalmente a equipe técnica do projeto se reúne com os jovens para discutir e refletir sobre o trabalho realizado. Nesses encontros, os adolescentes compartilham suas experiências, dificuldades e facilidades durante a mediação.

O que significa ser multiplicador?
Um multiplicador é aquele jovem que foi capacitado para ensinar a outros jovens a técnica de mediação de leitura.

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    Toda a seleção dos livros de literatura infanto-juvenil utilizados pelos jovens para 'mediar' leitura é feita pela A Cor da Letra, uma organização não-governamental responsável pela escolha dos títulos e pela capacitação dos jovens.

 
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