Basta um livro, um grupo de crianças interessadas na história e um jovem com capacidade para mediar a leitura. Este é o segredo do Mudando a História, um projeto desenvolvido pela Fundação Abrinq com o apoio da Nokia que faz parte do Make a Connection – um programa da Nokia Internacional e da International Youth Foundation. O programa tem como objetivo proporcionar uma melhoria na qualidade de vida dos adolescentes através da educação.

A simplicidade da fórmula, no entanto, esconde a essência desta alquimia. Ao formar jovens como mediadores de leitura, a Fundação Abrinq e a Nokia estão, na verdade, revelando a capacidade da juventude de transformar vidas – as suas e as dos outros.

“Quando a gente começa a mediar leitura logo percebe a influência positiva que passa a exercer sobre as crianças. Muda tudo nelas: o comportamento, a postura, o interesse pelo aprender. E quando nós, jovens, percebemos que podemos mudar a vida de uma criança com o livro, passamos a enxergar o poder de transformação que temos sobre nós mesmos, nossa escola, e nossa comunidade”, desvenda Clara Lemme Ribeiro, 14 anos, mediadora de leitura do projeto há três anos.

Os jovens mediadores de leitura têm entre 15 e 25 anos e são voluntários. Vêm de todas as classes sociais e passam por uma formação para lerem para crianças e adolescentes de baixa renda, que dificilmente teriam acesso aos livros e às histórias contadas por eles. Entre os títulos estão obras de Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Ruth Rocha, Ricardo Azevedo e os estrangeiros Pierre Gripari, Don e Audrey Wood, Babette Cole, Roald Dahl, Chris Van Alsburg.

São meninos e meninas que freqüentam creches, escolas de educação infantil ou instituições de atendimento direto à infância em situação de risco.

Depois de passarem pela experiência de mediar a leitura, os jovens que participam do projeto podem se tornar multiplicadores e ensinar outros garotos e garotas a experimentar esta atividade. Para isso, eles também precisam passar por outra capacitação específica e elaborar um plano de trabalho. O Mudando a História também contribui para ampliar o acesso à leitura e ao livro de qualidade.

Para ser mediador de leitura, o jovem participa de uma formação de 40 horas e de supervisões mensais. Dessa forma, ele aprende a planejar sua ação com um grupo de crianças e passa a ler semanalmente para elas, acompanhando o seu desenvolvimento.
O multiplicador é o jovem que tem já experiência como mediador de leitura e quer ser formador de novos mediadores. O Projeto Mudando a História oferece, então, uma formação específica para que o multiplicador planeje as ações necessárias para mobilizar outros jovens e instituições, elabore um projeto de formação e acompanhamento.

 

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  • protagonismo juvenil


    “O Projeto Mudando a História mudou a qualidade da minha leitura, minhas impressões sobre o que leio, o que consigo absorver da leitura, e como me relaciono com o livro e a história. Pelo projeto, conhecemos a realidade de outros jovens, aprendemos a lidar com pessoas com histórias de vida e idéias muito diferentes. É um projeto que pode mudar o mundo”. (Clara Lemme Ribeiro, 16 anos)

 
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