Especialistas discutem o Direito de Brincar
"Se a modernidade contribuiu para o surgimento de novas brincadeiras que deixaram no esquecimento as tradicionais, de outro lado, possibilitou um avanço nos estudos e pesquisas a respeito da importância do brincar", afirmou Synésio Batista da Costa, presidente da Fundação Abrinq, na abertura do encontro "O Direito de Brincar: a importâncias do brinquedo na educação", realizado no dia 25 de outubro, na sede da Fecomercio, em São Paulo.
Reunindo cerca de 500 professores de escolas públicas e privadas, de educação infantil e ensino fundamental, o encontro debateu a importância do brincar no desenvolvimento da criança; da brinquedoteca e da ludicidade na formação dos educadores.
O evento contou com a participação de especialistas da área e teve a mediação da professora Edda Bomtempo, especialista em psicologia escolar, membro do Conselho Consultivo da Fundação Abrinq e da Associação Brasileira de Brinquedotecas.
A pedagoga Tânia Ramos Fortuna, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, lembrou que brincar é um dos direitos fundamentais previsto já na Declaração dos Direitos da Criança, de 1959, e reafirmado no Estatuto da Criança e do Adolescente. Um direito que, segundo ela, pode contribuir para a inclusão e transformação social "porque estabelece um novo senso de realidade, torna as relações na escola e, por conseqüência, na sociedade mais justas, mais humanas e mais solidárias, além de preconizar o acolhimento das diferenças", assegurou.
Adriana Friedmann, pedagoga, especialista em metodologia do ensino, destacou a importância da ludicidade na formação do professor. Para ela, o educador precisa passar por um processo de auto-conhecimento, desenvolvimento e atualização permanentes. Deve trabalhar com seus alunos a transmissão de saberes, bem como a formação integral, estimulando potenciais e criando oportunidades. Falou ainda da importância de se conhecer e propiciar a expansão das linguagens verbais e não verbais do brincar, utilizando-se das artes, jogos, expressão corporal e verbal, da música e das brincadeiras, que demandam a necessidade de dialogar com os diversos teóricos e pensadores.
A cientista social Regina Camargo, que atua na área de marketing da Unilever, apresentou estudo realizado pela empresa, por meio da marca OMO, que investiga desde 2001 a importância que o Brincar e a liberdade para se sujar tem para o desenvolvimento infantil.
O estudo traz a visão de pedagogos, educadores, psicólogos, médicos, representantes de ONGs, pais e crianças sobre o Brincar e sua relação com o desenvolvimento infantil. Inclui também um mapeamento estatístico inédito do Brincar da criança brasileira, mostrando, entre outras informações, as brincadeiras praticadas, o grau de participação dos pais, a prioridade que eles dão ao tema e a relação do brincar com a escola.
A equipe responsável pelo estudo, tendo como base teórica para suas fundamentações "Os Quatro Pilares da Educação", concebidos pela UNESCO, no Fórum Mundial de Educação para Todos, aponta que o Brincar contribui para todos eles, a saber: aprender CONHECER, aprender a CONVIVER, aprender a FAZER e aprender a SER.
Para conhecer em detalhes os objetivos, a metodologia e resultados da pesquisa acesse o site: www.omo.com.br/brincar/pesquisa
Maria Cecília Aflalo, mestre em Ciências Sociais, apresentou o site ABRINQuedoteca, patrocinado pela Associação dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) que tem como proposta oferecer um canal de comunicação, direta, entre os fabricantes de brinquedos de todo o País e os pais, professores, profissionais de brinquedotecas, demais profissionais da infância e adolescência, além dos próprios usuários do site, encurtando as distâncias para a troca de idéias, de dados e de informações.
Acesse para maiores informações: www.abrinquedoteca.com.br
As apresentações feitas durante o evento "O Direito de Brincar" podem ser acessadas na íntegra. Clique aqui!

Especialistas e professores debatem a importância do brincar
