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Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo do Campo

Gotas de Flor com Amor

Lar Espírita Bezerra de Menezes

 

 

 


Projeto Arrastão

O Projeto Arrastão desenvolve o projeto Qualidade de Vida com adolescentes moradores da região do Campo Limpo, cidade de São Paulo. O objetivo da iniciativa é a melhorar a qualidade de vida por meio da prática de atividades físicas e de lazer, implementadas por agentes multiplicadores de saúde que atuam na comunidade. A iniciativa tem se mostrado bem sucedida, transformando positivamente o comportamento dos participantes.
O projeto baseia-se em quatro pilares:

• Conhecimento do corpo;

• Esportes, jogos, ginástica;

• Atividades rítmicas e expressivas;

• Recreação e lazer.

A iniciativa atende hoje 11 jovens, com idade entre 14 e 26 anos, que praticam triatlon (corrida, ciclismo e natação) orientados pela Marcus Paulo Reis Assessoria Esportiva. Os treinos acontecem na própria sede do Arrastão, na USP e no CEU Campo Limpo. Cada triatleta recebe mensalmente uma ajuda de custo para o transporte em dias de treinos e para a participação em competições. A acompanhamento nutricional é realizado por nutricionistas parceiros da organização. De acordo com a organização, além dos benefícios educacionais, outros resultados têm se revelado importantes, como o fortalecimento da auto-estima dos jovens atletas quando estes participam e vencem competições esportivas.





















Projeto Sol

O Projeto Sol, localizado na Favela Vinte da Cidade Dutra, periferia de São Paulo, inaugurou no ano passado o seu Centro Esportivo e Cultural. Desde então, esse espaço tem sido utilizado para atividades esportivas, apresentações de balé, teatro, eventos especiais, e até a missa de Domingo, reunindo e socializando com todas as famílias da comunidade.

Para o Projeto Sol, o Esporte, assim com a Cultura, o Lazer e a Educação com qualidade, são instrumentos fundamentais para a criação de uma Cultura da Paz, para o combate às drogas e à violência crescentes na cidade de São Paulo.

"Queremos ver os nossos jovens jogando bola, aprendendo a fazer um time, a ceder a vez, fazer um passe para o seu vizinho, aplaudir uma bela jogada. Queremos ver as nossas crianças correndo pela quadra toda, rindo, brincando e se surpreendendo com tanto espaço, longe do chão sujo dos becos da favela.", afirma Mara Caloi, vice-presidente do Projeto Sol.

"O Esporte ensina, diverte, promove a integração, o respeito e a humanização.", completa.

Por que o Esporte é tão importante para a formação integral da criança e do jovem morador da periferia

• O esporte é um importante aliado na luta pela Paz, no combate à violência e às drogas;

• O esporte cria naturalmente um círculo de amizades;

• A educação por meio do esporte facilita o aprendizado da vivência em comunidade, do coletivo, a equipe, o time etc.;

• As regras do esporte são ferramentas importantes para que o jovem consiga, também, identificar as regras da sociedade;

• Por meio do esporte, o jovem passa a perceber que a conquista coletiva é mais produtiva que a conquista individual;

• O esporte ensina disciplina, trabalho em equipe e interdependência.





















Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo do Campo

Um casarão tombado pelo patrimônio histórico é o palco das oficinas, ensaios e aulas do grupo de Bumba Meu Boi do Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo do Campo. O local, que fica no Jardim Lavínia, em São Bernardo do Campo (SP), já foi utilizado para consumo e tráfico de drogas, e hoje é ocupado por crianças e adolescentes da comunidade em oficinas de técnicas circenses, teatro, samba e maracatu, oferecidas pelo projeto.

E foi das oficinas de samba de roda que surgiu a idéia de montar um Boi Bumbá para crianças e adolescentes, como lembra Rone Costa, educador do Projeto. "A comunidade tem muitos descendentes de nordestinos, o interesse foi natural", conta. A organização convidou, então, o arte educador Roberto Boni, discípulo de Raquel Trindade, filha do poeta pernambucano Solano Trindade. "Fazemos o boi de Pernambuco, uma manifestação popular marcada pela dança e a história de personagens fixos, inspirados na Commedia Dellarte, que representam a autoridade dominante, o trabalho, a terra. Esse contexto é discutido nas aulas", explica.

No Boi tradicional, explica Boni, o boizinho - que simboliza a terra, o meio de vida do homem - morre no final. "A história original é triste, doída. Com as crianças, fazemos uma versão cômica, que utiliza elementos do universo infantil, sua linguagem e seu gestual. Adaptamos para a realidade da criança da periferia da cidade grande. Mas mantemos a essência, que é a crítica social", conta.

A vivência da cultura de raiz trouxe uma nova perspectiva para as cerca de 50 crianças e adolescentes entre 4 e 16 anos que participam do grupo. De um lado, elas sentem-se valorizadas ao mostrarem sua arte para os adultos, em apresentações que já aconteceram em locais como a Câmara Municipal, os SESCs e a Ordem dos Advogados do Brasil. Do outro, as famílias das crianças resgatam da memória as cantigas e as loas (versos cantados) apagadas pouco a pouco com a migração para o sudeste. "Muitos pais acabam participando da montagem do espetáculo", conta Boni.






















Gotas de Flor com Amor

Do nome aos movimentos, a dança do Barangandão tem a cara da Bahia. Desenvolvida no Gotas de Flor com Amor, organização de São Paulo, esta manifestação artística regional envolve muita expressão corporal, percussão, ginga e, principalmente, harmonia. "Um dos aspectos importantes desta dança é saber conduzir o instrumento conforme o ritmo da música, mantendo a sincronia dos movimentos, de forma que cada dançarino respeite o espaço do outro", afirma Denise Robles, presidente do Gotas. "Esta característica da dança permite que as crianças exercitem o trabalho em equipe, o espírito de colaboração e o senso de estética", detalha.

Trazida por educadoras após um curso no Teatro Escola Brincante (SP), o Barangandão já foi ensinado para 200 crianças, que já se apresentaram em locais como o Sesc e o Teatro Tuca, da Pontifícia Universidade Católica. "Além de fortalecer a identidade individual da criança, a dança resgata o vínculo com sua terra de origem, pois a maioria delas vêm de cidades do nordeste e norte do país", conta Denise. De acordo com ela, o Barangandão também é usado em apresentações teatrais e em atividades de integração da criança com sua família.






















Lar Espírita Bezerra de Menezes

A palavra das crianças teve peso decisivo na escolha do tema que o Lar Espírita Bezerra de Menezes trabalhou no primeiro semestre de 2005 com as 55 crianças de 3 a 6 anos que atende. A organização de Ribeirão Pires (SP) rendeu-se ao mundo de Emília, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta e Tia Nastácia. "As crianças falavam muito do Sítio do Pica Pau Amarelo e sempre pediam atividades sobre ele", conta a professora Adriana Tomé.

Para cobrir o período, a escola preparou um mix de atividades para os pequenos: montagem de uma maquete sobre o Sítio, construção de personagens da série com origami e massinha, contação de histórias de Monteiro Lobato e preparação dos "bolinhos da tia Nastácia" foram algumas delas. "No decorrer das atividades, as crianças foram estimuladas, também, a expor opiniões e produzir pequenos textos (no caso das crianças já alfabetizadas) e desenhos, nos quais refletiram sobre as mensagens abordadas nos episódios da série e nas histórias dos livros", conta Adriana.

Para fechar o projeto, no final do semestre as crianças apresentaram um número de dança baseado na música "Emília, a boneca gente", cantada por Pepeu Gomes e Baby do Brasil, e uma mini-peça de teatro.